SOLENIDADE DA FESTA DE CORPUS CHRISTI

“Eucaristia alimento da alma.”

Após o domingo da solenidade a Santíssima Trindade, a Igreja celebra na quinta-feira a Festa de Corpus Christi cuja comemoração é em virtude a Santíssima Eucaristia. É o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai às ruas em grande procissão, onde os fiéis confeccionam artesanalmente tapetes para que o Senhor possa passar, adoração solene, bênção do Santíssimo no ostensório com muitos cânticos de adoração a Jesus Eucarístico.

A festa que celebra o Corpo de Cristo iniciou-se no século XIII na Bélgica através da freira agostiniana Juliana de Mont Conillon. A religiosa tinha visões de Nosso Senhor Jesus Cristo, que lhe pedia uma festa da Eucaristia no calendário litúrgico. A história também conta que havia um sacerdote que se chamava Pedro de Praga, que vivia angustiado devido as dúvidas que trazia consigo sobre a Eucaristia, decidiu peregrinar ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo onde celebrou uma missa pedindo o dom da fé, onde ocorreu o milagre eucarístico – a hóstia já consagrada caiam gotas de sangue que respingavam sobre  o corporal, sanguíneos e as toalhas do altar. – Detalhe: o sangue que caia da Eucaristia não manchou ou respingou nas mãos do Pe. Pedro de Praga, pois a parte da hóstia que estava entre seus dedos conservou-se em espécie de pão. Na época O Papa Urbano IV solicitou que levasse as relíquias (corporal) para Orviedo em grande procissão, onde foi recebido solenemente para a Catedral de Santa Prisca e pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”. Em 11 de Agosto de 1.264 O Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde  prescreveu que na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor.

Vamos meditar o que diz o nosso Papa Bento XVI:

“... Adorar o Deus de Jesus Cristo, que se fez pão repartido por amor, é o remédio mais válido e radical contra as idolatrias de ontem e de hoje. Ajoelhar-se diante da Eucaristia é profissão de liberdade: quem se inclina a Jesus não pode e não deve prostrar-se diante de nenhum poder terreno, mesmo que seja forte. Nós, cristãos, só nos ajoelhamos diante do Santíssimo Sacramento, porque nele sabemos e acreditamos que está presente o único Deus verdadeiro, que criou o mundo e o amou de tal modo que lhe deu o seu Filho único (cf. Jo 3, 16). Prostramo-nos diante de um Deus que foi o primeiro a inclinar-se diante do homem, como Bom Samaritano, para o socorrer e dar a vida, e ajoelhou-se diante de nós para lavar os nossos pés sujos. Adorar o Corpo de Cristo significa crer que ali, naquele pedaço de pão, está realmente Cristo, que dá sentido verdadeiro à vida, ao imenso universo como à menor criatura, a toda a história humana e à existência mais breve. A adoração é a oração que prolonga a celebração e a comunhão eucarística na qual a alma continua a alimentar-se: alimenta-se de amor, de verdade, de paz; alimenta-nos de esperança, porque Aquele diante do qual nos prostramos não nos julga, não nos esmaga, mas liberta-nos e transforma-nos.”

(Papa Bento XVI – Homilia da Santa Missa e Procissão Eucarística a Basílica da Sta. Maria Maior na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, 22 de Maio de 2008.)

 

 Ana Paula S. Rocha
Discípula da Comunidade Passio Domini

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