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Maria é o modelo de entrega incondicional a Deus, em seu Fiat (faça-se), ela se abdica de si e despoja-se nos braços de quem mais ama. Ela amou a Deus com toda a intensidade de seu coração, abismo de humildade, Deus amou-a plenamente e a fez morada santa, tabernáculo do Altíssimo . ‘’Kekaritomene’’, Ave cheia de graça o Senhor é contigo, pois encontrastes graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás a luz um filho, e lhes porás o nome de Jesus. (Lucas 1, 28; 30-31). Maria é a cheia da graça, que não a retém para si, mas compartilha com toda a humanidade, inclusive a maior graça que lhe foi dada “CRISTO JESUS”, que se entregou por nós, para nossa salvação! É a mulher do amor desmedido, que amou e continua amando, a todos que cuspiram e cospem em Jesus, esbofetearam e esbofeteiam-no, coroaram e coroam-no com espinhos, pois, seu coração de mãe, é semelhante ao coração de Jesus, fruto de seu ventre, as batidas do coração do filho ritmavam as batidas do coração da mãe. “Pai perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”. (Lucas 23,24) Fidelíssima de Cristo cuja dor nem o sofrimento do Filho, em sua alma, lhe fizera parar. Espelho de perseverança! Por isso Deus sempre lhe confia mais. O Amor sentiu-se tão amado por Maria, que também quis compartilhar deste amor materno conosco, dando-a do alto da cruz. “Mulher eis ai teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis ai tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para casa”. (João 19,26b-27). Tomemos então o lugar do discípulo amado, que no desconsolo da dor, encontra forças na fortaleza que é Maria. Benfeitora da humanidade e medianeira de todas as graças, está sempre de braços abertos para acolher em seu imaculado coração, as aflições e necessidades dos filhos, lhes apresentando ao coração transpassado de Jesus na cruz, fonte de todo bem, onde está O Tudo e sai tudo. Maria é o caminho escolhido por Deus para vir a nós e é também o caminho que nos conduz a Cristo. Maria é o ponto de convergência do céu com a terra. Sem Maria o evangelho se desencarna, desfigura-se. (Puebla, 301). Se Deus assim o quis, ser gerado em um ser tão puro, nascer na grandeza da pequenez de Maria, quem é o homem para rejeitar tal colo materno? Nossa Senhora mãe de toda a humanidade rogai por nós.
JUREMA
GONÇALVES DE SOUZA |