Família: a Cultura da Vida 

“a bênção paterna fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (Eclo 3,11). 

Nesta Semana da Família, podemos tomar como referência esse versículo do Eclesiástico para refletir sobre a construção que devemos realizar em nossas famílias; a benção que fortalece a CULTURA DA VIDA.

Vivemos tempos de acontecimentos que depõem contra a família e seus valores mais nobres. Tais como o respeito pelos pais, a educação dos filhos, a valorização da comunhão e unidade entre os membros familiares, a refeição feita à mesa, a oração familiar semanal, parecem elementos descartáveis, e até certo ponto “alienígenas” para muitos da sociedade contemporânea. O homem contemporâneo sofre as dores da ausência de tudo isso.

Até mesmo o valor mais essencial de todos àquele que é direito assegurado pela Constituição e os Direitos Humanos, A VIDA, é questionado e colocado a prova, e prova de morte. No que tange o direito a Vida, algumas pessoas dizem ser portadores de seus corpos, o que as tornaria, legitimamente, o único possuidor do direito em decidir sobre quaisquer coisas que lhe aconteça, como se fosse possível decidir sobre a vida de outrem, e o pior falando desse outrem como se fosse sua propriedade, uma coisa qualquer um objeto que pudesse ser manipulado ou até mesmo eliminado.

O relativismo, o secularismo até mesmo o ateísmo prático, no qual a pessoa de Deus é ignorada, contribuem diretamente para o esvaziamento do temor, para a desvalorização do que é Sagrado, como é o caso do Matrimônio. O sacramento do Matrimônio é algo Sagrado, é de Deus, é um sonho de Deus. Tantas pessoas casam-se pensando na separação como um elemento alternativo ou até mesmo antídoto para os venenos que corroem seus relacionamentos, sendo que a fonte do veneno deve ser extinta de dentro para fora. Como resolver o problema mudando de lugar ou de relacionamento se a maior parte de nossos problemas, como já afirmado, está dentro de nós mesmos.  Ao buscarmos a Deus na intimidade, estaremos por descobrir a nós mesmos. Isso já afirmava os grandes santos como Teresa Dávila e Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein).

Deus nos convida a um mergulho nas profundezas de seu coração para ali redescobrimos os valores humanos essenciais a nossa sobrevivência, valores que foram perdidos, verdadeiras riquezas, pérolas preciosas que devem ser cultivadas. Mergulhar em Deus é a certeza de relações maduras em nossos lares, em nossa sociedade. Família que reza unida permanece unida.

                                                                       Luiz Santana (Luizinho)
Comunidade Passio Domini

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