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100 ANOS DE
SACERDOTE E ESTIGMAS
"Deus sempre é fixo em minha
mente e o imprimiu em meu coração" (São Pio)
No último dia 10 de Agosto a
Igreja celebrou os 100 anos de sacerdócio de São
Pio de Pietrelcina, este frei capuchinho tão
querido por todos até os dias de hoje pelo
exemplo de testemunho de amor que tinha pelo
crucificado, com quem tinha uma profunda
intimidade e abandono. E neste mês de Setembro é
celebrado o aniversário de sua morte (23 de
Setembro). São padre Pio foi ordenado aos 10
dias de Agosto de 1910 em Benevento (Itália) e
não muito tempo precisou ficar com sua família
(motivo de saúde) até meados de 1916, e em
Setembro desse mesmo ano foi mandado para
Giovanni Rotondo, onde permaneceu até a sua
morte. No exercício do sacerdócio São Pio numa
intensidade confessava e presidia as Santas
Missas com muito amor e dedicação a Deus e não
tinha como as pessoas saírem da mesma formam que
entraram, não tinha como não serem tocadas pelo
o Amor de Deus.
Padre Pio recebeu os estigmas no
dia 20 de setembro de 1918, enquanto rezava no
coro da Igreja, diante do crucifixo depois de
celebrar Missa. Ele tinha 31 anos.
Os estigmas são as feridas
corporais nas mãos, pés e lado que correspondem
a esses infligidos em Jesus à Crucificação.
"De repente eu fui embrulhado em
um mar de luz ardente. Naquela luz eu vi o
Jesus. Ele estava muito bonito. Das feridas dele
vieram raios de luz branca muito luminosa que
penetrou minhas mãos, meus pés, meu lado. Elas
estavam como lâminas de fogo que penetrou minha
pele perfurando, enquanto cortando, quebrando.
Eu sentia que eu morreria. A dor era imensa...”
(São Pio).
Às vezes os superiores dele
ordenaram que ele descobrisse as mãos dele, de
forma que as feridas dele poderiam ser
fotografadas. Ele removia as luvas antes da
missa e as feridas poderiam ser observadas. Mas
quando falamos de padre Pio, lembramo-nos de uma
das passagens mais lindas escritas por São
Paulo: "Basta-te minha graça, porque é na
fraqueza que se revela totalmente a minha força.
Portanto, prefiro gloriar-me das minhas
fraquezas, para que habite em mim a força de
Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas,
nas afrontas, nas necessidades, nas
perseguições, no profundo desgosto sofrido por
amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco,
então é que sou forte" (II Cor 12,
9-10). Esta é uma passagem bíblica (cf. II
Coríntios 12, 9-10) que Padre Pio amava e a
meditava muito e que foi vivida por ele de forma
muito árdua. Ele trouxe no seu corpo, por 50
anos, os estigmas de Cristo. Essa graça tão
maravilhosa lhe causava muita dor física, a dor
da humilhação, da perseguição e da calúnia por
trazer as marcas de Cristo no seu corpo.
Padre Pio, antes de receber os
estigmas em seu corpo, recebeu-os na sua alma, e
quando ele os recebeu, sentiu na sua alma que
Deus estava rasgando-a por amor. Ele sentiu um
desejo profundo do Senhor – de tê-Lo tão perto
do seu mistério –, que ele sentiu um fogo junto
de sua dor e foi-se gloriando de suas fraquezas.
Assim diz o nosso fundador a respeito de São Pe.
Pio baluarte da Comunidade Passio Domini:
“Não existe
Ressurreição se não passarmos pela cruz, este é
o ensinamento da escola do Pequeno Frade
estigmatizado, queremos abraçar nossa cruz,
sendo fiéis até o fim, assim como ele o foi, de
maneira mística pedimos ao Senhor que nos ensine
a amar a experiência da cruz, vendo nela a
vitória do Senhor no alto do madeiro. A busca
pelo alívio do sofrimento é outra dimensão que
queremos aprender com Padre Pio.”
(Luiz Carlos N. de Santana – Fundador da
Comunidade Passio Domini)
Que São Pe. Pio nos
ensine com a sua vida a amar a Deus sobre todas
as coisas, que possamos ter um coração inflamado
do Amor de Deus ao ponto de nos rendermos em
seus braços e entregar sem reservas a nossa
vida, nossos sonhos e projetos. Fica conosco
Senhor!!! Precisamos de Ti para não cairmos...
ORAÇÃO
Amado São
Pio de Pietrelcina, você carregou em seu corpo
os sinais da Paixão de Nosso Senhor Jesus
Cristo. Você levou a Cruz para todo o mundo,
enquanto agüentava os sofrimentos físicos e
morais que flagelavam sua alma e seu corpo em um
martírio contínuo. Nós o imploramos, por favor,
reze a Deus para nós, assim cada um de nós
poderá aceitar as pequenas e as grandes Cruzes
da vida, e todo o mundo poderá transformar o
sofrimento individual em vínculo seguro que nos
liga à Vida Eterna.
SÃO PIO
ROGAI POR NÓS
Ana Paula S. Rocha
Discípula da Comunidade Passio Domini
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