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Na cruz está tudo e o
tudo
Colossenses 1,15
– Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de
toda a criação. Nele foram criadas todas as coisas nos
céus e na terra, as criaturas visíveis e as
invisíveis...
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A cruz é sinal de
benção e de alegria
Justamente porque no crucificado temos a redenção de
maneira alguma podemos desassociá-la do sinal perene do
amor de Deus, o que era desgraça, escândalo, abominação
social e religiosa, tornou-se sinal de vitória, de
graça, de ruptura com a morte.
CIC
160 – “Cristo
deu testemunho da verdade, mas não quis impô-la pela
força aos que a ela resistiam. |
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Seu reino...se estende graças ao amor com
que Cristo exaltado na cruz atrai a si os
homens” |
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A cruz é sinal de
misericórdia, redenção e justificação
CIC
517
– “ Toda a vida de Cristo é mistério de Redenção. A
redenção nos vem antes de tudo pelo sangue da Cruz, mas
este mistério está em ação em toda a vida de Cristo: já
na sua Encarnação, pela qual, fazendo-se pobre, nos
enriqueceu pela sua pobreza; na sua vida oculta, que,
pela sua submissão, serve de reparação para a nossa
insubmissão; na sua palavra que purifica seus ouvintes;
nas suas curas e nos seus exorcismos, pelos quais “levou
nossas fraquezas e carregou nossas doenças” (Mt 8,17),
na sua Ressurreição pela qual nos justifica.
CIC
617
- “Sua sanctissima passione in ligno crucis nobis
iustificationem meruit”- Pela sua santíssima Paixão
no madeiro da cruz mereceu-nos a justificação, ensina o
Concílio de Trento, sublinhando o caráter único do
sacrifício de Cristo como “principio de salvação eterno”
(Hb 5,9). E a igreja venera a cruz cantando: “O crux
ave, spes única – Salve, ó Cruz, única esperança
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A cruz é a ponte
entre o céu e a terra
CIC
550
– É pela cruz de Cristo que o Reino de Deus será
definitivamente estabelecido. “Regnavit a ligno Deus” –
Deus reinou do alto do madeiro.
Santa
Rosa de Lima
– fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao
céu. (Vita mirabilis Louvain)
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A cruz é sinal do
“amor de Deus por nós”
CIC
616 –
É “o
amor até o fim” (Jo 13,1) que confere seu valor de
redenção e de reparação, de expiação e de satisfação ao
sacrifício de Cristo. Ele nos conheceu e amou na
oferenda da sua vida. (2Cor 5,14) Nenhum homem, ainda
que o mais santo, tinha condições de tomar sobre si os
pecados de todos os homens e de oferecer-se em
sacrifício de todos. A existência em Cristo da Pessoa
Divina do Filho, que supera e, ao mesmo tempo, abraça
todas as pessoas humanas, e que constitui Cabeça de toda
a humanidade, torna possível o seu sacrifício redentor
por todos.”
João
Paulo II
- “Não tenhais dúvidas que, tal como aconteceu com
Cristo e com Pedro, o vosso testemunho mais eficaz será
sempre aquele que for assinalado com a Cruz. A Cruz é
a Cátedra de Deus no Mundo”. (Oss. Rom.
23-02-2001).
“A
mensagem da Cruz é uma lição de amor, gratuito,
generoso, radical porque se exprime no dom da própria
vida.”
O que
aparenta ser morte, na realidade, gera vida e uma vida
abundante.
“Só se
vence o sofrimento do mundo, aceitando dar generosamente
a nossa vida em favor dos nossos irmãos. E esse é o tal
testemunho assinalado com a Cruz de Cristo”
(João Paulo II).
“Contemplar a Cruz é caminho para mergulhar no mistério
da Eucaristia enquanto sacramento do amor redentor, onde
o sofrimento de Cristo e da Igreja se unem numa mesma
oblação a Deus, pela redenção do mundo. Capta-se aí o
significado da norma litúrgica que determina que sobre o
altar da Eucaristia se erga a Cruz do Redentor.”
O
Senhor quer nos dar o seu coração.
O
CHAMADO INDEPENDENDE DE NOSSOS MÉRITOS
O
Senhor, profundamente, nos remete a passagem de
Marta e Maria (Lucas 10,38-42), assemelhando-nos
as duas leprosas da cidade Bethânia, Maria coloca-se
como discípula, aquela que escolhe a melhor parte que é
estar aos pés do Senhor, mas em momento algum Jesus diz
que a parte de Marta não é necessária.
Somos
limitados, tardos e muitas vezes “leprosos” por ocasião
de nossos pecados e infidelidades, mas diante do Senhor
tudo se torna novo, podemos após uma profunda
experiência do amor de Deus colocarmo-nos de pé para
servir os que precisam.
Eis o
nosso carisma: Somos chamados a ser discípulos e
ministros do Amor de Deus para todos os que sofrem
(externamente e internamente).
Nos
moldes do sofrimento do Cristo, aqueles que sofrem
fisicamente e espiritualmente precisam experimentar o
amor de um Deus que dá a sua vida numa cruz por resgate,
num ato de misericórdia.
Cremos
num Deus que se compadece com a humanidade, a ponto de
se fazer um conosco. Deus continua se imolando sua morte
e conseqüente salvação é perene.
Vale a
pena salientar que não existe sofrimento maior do que
a ausência de Deus no coração do homem.
A
passagem de João 3, 13-17, passa a ser um tratado
de nosso carisma assim como a Paixão narrada no
Evangelho de João, na qual devemos meditar
constantemente, estamos juntos com João, ele é o
Apóstolo do Coração de Jesus.
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