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A comunidade nasce do coração
transpassado de Jesus, um coração que verte
sangue e água (S. João 19,34 – mas um dos
soldados abriu-lhe o lado com uma lança e,
imediatamente, saiu sangue e água). O sangue
refere-se à vida eucarística em sua plenitude
(adoração, santa missa, devoções específicas;
particulares e comunitárias ao santíssimo
sacramento) já a água revela a graça do Batismo
(da evangelização, do senhorio de Jesus, da
conversão e profissão de fé), nascidos assim
do coração transpassado de Jesus crucificado
somos impelidos a assemelharmo-nos a Ele.
Vivência da Espiritualidade
A Comunidade Passio Domini
é chamada a viver profundamente o mistério do
amor, na sua radicalidade, aos moldes do
crucificado, dar a vida amando, é um
sendo um dar-se de si como oferta conjunta ao
sacrifício do Senhor, como gesto de amor alegre
por Deus e pelo irmão.
I João 4,9
– Nisto se manifestou o amor de Deus para
conosco: em nos ter enviado ao mundo seu Filho
único, para que vivamos por ele. 10 Nisto
consiste o amor: não em termos nós amado a Deus,
mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho
para expiar os nosso pecados.
É preciso tomar novamente a
passagem de I João 3,16
– Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua
vida por nós. Também nós outros devemos dar a
nossa vida pelos nossos irmãos. Vers. 18 – Meus
filhinhos, não amemos com palavras, nem com a
língua, mas por atos e em verdade.
A densa espiritualidade
coloca-nos diante de Deus sumamente amado,
motivo de nossa busca por uma consagração nos
moldes das novas comunidades. Assim, somos
dirigidos para experiências, pessoais e
comunitárias, profundas do amor do Senhor, o
nosso lugar e aos pés do Senhor, adorar a Jesus
no Santíssimo Sacramento deve ser uma constante
em nossas vidas mesmo na condição de comunidade
de vida secular.
A Lectio Divina
ou Leitura orante da palavra de Deus, aos moldes
dos monges também é uma prática constante do ser
Passio Domini, só podemos anunciar e testemunhar
Aquele que conhecemos e experimentamos. A oração
com a palavra de Deus, com fundamentos na
Tradição e Magistério da Igreja, deve gerar em
nós corações segundo o coração de Deus.
A devoção a
Nossa Senhora das Graças, medianeira de
todas a Graças oriundas do céu, bem como da
principal Graça que já existiu em toda a
História da Humanidade (Jesus Cristo) irá nos
fortalecer na vivência dos conselhos evangélicos
(obediência, pobreza e castidade), no estado de
vida de cada um, e também nos ensinará a sermos
discípulos e ministros do Amor para todos os que
sofrem, Nossa Senhora é primeira nessa caminhada
sendo por excelência a principal discípula e
ministra do Amor.
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